Selfie em Foco 2019
A curadoria do Paraty em Foco promoveu a chamada Selfie em Foco 2019, visando expor autorretratos criativos enviados por fotógrafos. Foram selecionados 32 autorretatos, evidenciando a variedade de expressões e abordagens. Participam da exposição Adilson Andrade, Alexandre Suplicy, Ana Gilbert, Antonio Salaverry, Arthur Kolbetz, Bruna Vianna, Carolina França, Cecilia Bethencourt, Felipe Garofalo, Fernanda Lider, Flavia Baxhix, Gilma Mello, Khalil Charif, Lilian Nader, Luci Polina, Luciana Crepaldi, Marcos Marcolla, Maria Jose Benassi, Mariana Pêgas, Marisa Souza, Mazé Martins, Natalia Rocha, Paula Mello, Rafael Silva, Renato Lo, Roberta Sucupira, Rossana Medina, Tacila Torres, Tika Tiritilli, Veronica Machado Nani, Victor Garcia e Zé Renato. Local: Pátio da Casa da Cultura. De 18 de setembro a 14 de outubro.
FINALISTAS ENSAIO



































Em 1826, o inventor francês Joseph Nicéphore. Niépce fez a primeira foto da história, conhecida como “Vista da janela do Le Gras”. Utilizando um processo chamado heliografia, ele capturou a cena em uma superfície após incríveis oito horas de exposição, produzindo a primeira imagem permanente de que se tem notícia no mundo.
ENSAIO PRÉ-SELECIONADO PEF 2026 de Malu Ornelas
RODA PUNK
À primeira vista, a roda punk parece puro caos, desordem, choque. Mas basta um olhar mais atento para perceber algo diferente: no centro do tumulto existe um código silencioso
de solidariedade. Cair faz parte, mas permanecer no chão não. Quem cai é erguido, quem tropeça encontra uma mão.
Este ensaio revela essa tensão entre força e cuidado, desordem e acolhimento. A roda surge como metáfora de resistência e pertencimento, onde o corpo vira linguagem e o movimento vira ato político. Aqui, a liberdade é vivida de forma coletiva, não como ausência de regra, mas como criação de novos modos de existir. É também uma atitude de enfrentamento ao autoritarismo e de luta por justiça social, liberdade e igualdade.
Mais do que documentar um instante, este trabalho convida a romper o olhar estereotipado sobre a cultura punk e enxergar, no meio da revolta, um território de afeto, confiança, humanidade e esperança. E enquanto houver quem se levante para erguer o outro, haverá resistência.











