top of page

BATE-PAPO PEF 2021 Por André Teixeira

BATE-PAPO COM NOILTON PEREIRA

Você desenvolve um programa que fornece material escolar, alimentação, brinquedos, roupas, móveis e até casas para famílias em situação de vulnerabilidade social e risco. Como isso funciona? Fale sobre a história do projeto.

   O meu projeto ajuda famílias em situação de vulnerabilidade, Já constuímos mais de 30 casas e entregamos mais de 100 mil cestas básicas. Também estamos dando suporte à educação e à sustentabilidade.

Quantas famílias já foram beneficiadas pelo projeto?

    Diretamente, mais de 500 famílias carentes da região.

Qual é a região atingida pelo projeto?

    Atuamos no Piemonte do Paraguaçu, na Chapada Diamantina, e em outras cinco cidades do interior da Bahia

.

Como é possível colaborar?

  Usamos as plataformas digitais, criando “vaquinhas” pra construir casas, e vendendo as minhas fotos para ajudar no projeto. As colaborações também podem ser feitas através de doações

Você trabalhava como radialista, mas migrou para a fotografia. Por que essa opção? Como encontrar um espaço num mercado novo e, como sabemos, tão disputado?

   Trabalhei por 27 anos na comunicação. Através do rádio conheci as famílias e passei a me dedicar à busca por soluções. A fotografia permitiu que transformarmos a realidade de muita gente.

Além das fotografias voltadas ao projeto, que outro tipo de trabalho desenvolve?

    Atualmente, participo de palestras motivacionais e concursos de fotografias.

Quais são suas referências na fotografia? Se inspira em algum fotógrafo em especial? Por quê?

  Sebastião Salgado é a minha maior referência, pois ele consegue mostrar o verdadeiro significado da palavra fotografia. Sua sensibilidade é algo muito mágico.

Há outros fotógrafos desenvolvendo este tipo de trabalho, digamos, social? Pode citar alguns nomes?

    Graças a Deus, hoje há muitos grupos desenvolvendo este tipo de trabalho, como o Razões para acreditar, Bismarque, Fotógrafos solidários, Amor ao próximo, Associação David Luiz e Projeto do índio.

Você acompanha de perto uma realidade desconhecida para muitos brasileiros, num quadro de pobreza e injustiça social. Tem visto uma mudança nessa situação? Além de projetos como o seu, de ajuda direta, de que outras formas a fotografia pode ajudar a reverter esse quadro?

   No inicio eu não acreditava que poderia mudar, pois o problema é bem maior que o que eu imaginava. Hoje sei que nada é impossível quando fazemos com amor, e agora muitas famílias têm alimento na mesa,  trabalho e casa própria graças à nossa dedicação.

Você é um dos convidados do PEF 2021, cujo tema é “Fotografia Solidária”. O que pretende mostrar no Festival, e o que espera ver entre os outros trabalhos?

    Quero provar que através das minhas fotografias e dos meus trabalhos que ainda podemos acreditar no trabalho coletivo. Juntos fomos fortes, unidos, imbatíveis.

https://g1.globo.com/df/distrito-federal/o-que-fazer-no-distrito-federal/noticia/2019/06/17/fotografo-autodidata-noilton-pereira-traz-a-brasilia-exposicao-sobre-a-vida-sertaneja.ghtml

bottom of page