HORIZONTES DA FOTOGRAFIA

A velocidade da evolução tecnológica tem sido assustadora. Em duas décadas o mundo mudou como nunca antes. Nesse contexto, a fotografia experimentou essas alterações bruscas no perfil dos suportes, dos equipamentos, dos profissionais, dos entusiastas e do mercado. Cabe então uma pergunta que hoje é bastante difícil de ser respondida: para onde vai a fotografia?

Com o objetivo de avaliar ou apontar algum caminho viável para o futuro do setor, o Festival Internacional Paraty em Foco definiu que a edição de 2022 discutirá o tema “Horizontes da Fotografia”. Em tempos de avanço da inteligência artificial, dos aparelhos cada vez mais eficientes e automatizados, como os smartphones, o que o século 21 reserva para fotografia? Há futuro para a profissão de fotógrafo? A arte das imagens impressas e expostas em galerias será substituída por obras virtuais em NFT (token não fungível), que serão compradas e negociadas em criptomoedas?

 

O horizonte da fotografia está hoje coberto de uma espessa névoa e navegar em direção a ela é uma aposta na incerteza de encontrar terra à vista, como fizeram os intrépidos navegantes no século 15. Haverá lugar para fotografia nas próximas décadas? Ela se tornará uma atividade híbrida como o vídeo? O aparato que nasceu da câmara obscura para se estabelecer na era do filme e avançar para a fase digital se transformará em um novo aparelho a captar imagens? Qual será o papel do fazedor de imagens nesse contexto? Ainda será chamado fotógrafo?

O tema é amplo e adequado ao momento. Fotógrafos e pensadores da fotografia, brasileiros e estrangeiros, serão convidados para fazer essa reflexão no Festival Paraty em Foco, que chega à sua 18ª edição como o maior evento nos setor na América do Sul.  

​                                                                                                                               Sérgio Branco

Diretor de redação da revista Fotografe Melhor